Blogueiro:

Minha foto
E-mail: milborg9@gmail.com Twitter: @JLSoraggi - Meus outros Blogs: http://footgang.blogspot.com.br

terça-feira, 15 de maio de 2012

O ÚLTIMO ATO DE UM E O OUTRO PRÓXIMO CANDIDATO A HERÓI AZUL

                                                                          
            Nunca gostei dos métodos, táticas, e o gande número de volantes aos quais Adilson Batista lançava mão á frente do Cruzeiro. Não raras vezes, contei oito volantes em campo (fora o Fábio e mais dois zagueiros), tática usada pelo técnico, no decorrer do segundo tempo em muitos jogos... e pior...alguns no Mineirão.

           Pelos motivos acima, Adilson nunca foi unanimidade ente a China Azul, mas graças a um marketing pessoal, muito bem feito, conseguiu dividir mais de oito milhões de torcedores ao meio.

           Era preocupante ver os argumentos pró Adilson usados pelos seus fanáticos defensores: "deu voadora na placa do anunciante, no estádio", "detonou com a imprensa galinácea", "desmascarou  o Bob Faria, chamando-o de atleticano", "ser cruzeirense", "depenador de frangas (como se fosse algo fora do comum ganhar duas vezes de 5 X 0 daqueles times medíocres que o Atlético formou na época, até o Wagner Mancine, com toda sua limitação, conseguiu ganhar de 6 X 1)". Os argumentos pró Adilson, eram sempre atitudes extra campo, nenhum elogio por determinada táticas, esquemas.. ou substituições acertadas...nada... apenas argumentos de fanfarronices. O seu trabalho como técnico, dentro das quatro linhas ficava em segundo plano.

          Quando eu me preparava espiritualmente para aguentar mais alguns meses de percalços e intranquilidade futebolística, em ver meu time do coração em campo com no mínimo meia dúzia de cabeças de área, (três em suas reais posições, mais dois volantes escalados nas laterais), e mesmo assim, apoiar o novo técnico, o dito cujo desistiu da empreitada.

          A máscara caiu. Após "quase" fechar contrato para dirigir novamente o time estrelado, voltou atrás e optou por continuar no Atlético de Goiás. Bravo, Adilson! Pela segunda vez disse "NÃO" ao Cruzeiro, deixando órfãos seus inúmeros seguidores/defensores azuis.

         Agora, Nação Azul, vamos acabar com as rusgas em torno de Adilson Batista e apoiar o novo técnico, Celso Roth, e juntos, diretoria, técnico, torcida e jogadores tenhamos um ano melhor do que aquele que passou.

          Roth, precisamos também de um líder fora de campo. Assim você será lembrado... por seu trabalho com os jogadores, a disposição, motivação e regularidade do time  no difícil Campeonato Brasileiro, valorizando o  TIME DO CRUZEIRO, e não pelas firulas e faláceas fora de campo. 


          Hasta la vista baby!

          
          

         

          

          

          


quinta-feira, 10 de maio de 2012

TÉCNICO OU TREINADOR?

                                                                             
           As profissões, técnico e treinador de futebol, são distintas.

         O técnico de futebol (comumente é tratado pelos jogadores como "professor"), promove a escalação do time titular, define em seguida os relacionados ao banco de reservas, fixa o dia e a hora dos treinamentos, as folgas, quem é o capitão da equipe, o batedor de faltas e penaltis e coloca os jogadores em suas respectivas posições. Quando muito, definem um esquema tático (imutável), e "vamo pro jogo". Após a partida, dá entrevistas comentando o jogo que só ele viu, esclarece o motivo de substituir o Tutuca pelo Tituca, fala mais sobre a equipe adversária, de que a sua própria equipe, e  "simbora pra o próximo jogo".

       O treinador de um time de futebol, faz tudo isso que o técnico faz, mas com alguns "bônus" específicos. O treinador analisa a equipe adversária, antes da bola rolar, orienta jogadores de como bater os escanteios, ensaia cobranças de falta, define dois ou mais esquemas táticos para usá-los conforme a necessidade, no decorrer das partidas, define subida de laterais, cobertura de laterais, marcação sobre pressão, ou tática de  contra ataques.  Treina exaustivamente a saída da defesa para deixar o ataque adversário em impedimento, identifica as virtudes, os defeitos, os pontos positivos e os negativos de seus comandados e ainda tem o "olhômetro", que é o dom de "ler" o jogo, e ajustar o jogador ideal, ao tipo de esquema tático usado pelo oponente.

          Hoje encontramos inúmeros técnicos de futebol, alguns até com diplomas, mas os treinadores são raros. A  maioria dos técnicos, não têm o traquejo necessário para armar uma equipe que realmente saiba jogar, certinha, com bom toque de bola, e com um esquema de jogo definido e um outro alternativo, debaixo da manga, fazendo com que os jogadores assimilem rapidamente a mudança.

        Os treinadores, durante os jogos, se mantêm mais calmos, se limitando a questionar o árbitro e  orientar seus jogadores. Técnicos, ao contrário, com esquemas improvisados ou de última hora, estão sempre estressados, à beira do gramado, gesticulando e gritando ostensivamente com seus comandados.

     Treinadores como Muricy, discípulo de Telê Santana, Vanderley Luxemburgo (antes de virar empresário), Givanildo... e para citar alguns da nova safra: Marcelo Oliveira, o único que fez o Renan Oliveira jogar, Dorival Júnior (este ainda com resquícios de treinador) e também Ney Franco. Citando alguns poucos, na ativa.

         Guardiola e José Mourinho são treinadores demasiadamente técnicos.

       Os técnicos ganham mais títulos, quando dão sequência a equipes formadas pelos colegas treinadores, quando dirigem equipes do Rio de Janeiro ou São Paulo (apito amigo) e quando ganham campeonatos mineiros... apenas os campeonatos mineiros...
         

        
       

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A INQUISIÇÃO CELESTE

                                                                     


 No início do corrente ano, como forma de pressionar o novo presidente estrelado, especulando uma provável mudança na comissão técnica, torcedores cruzeirenses fizeram enquetes virtuais para saber qual o treinador ideal para dirigir o time da Toca. O grande questionamento era: "QUEM DESEJA A VOLTA DE ADILSON BATISTA"?

         O resultado dessas enquetes foi:  pró Adilson Batista 47%. Estes, exaltavam as filosofias e os feitos  de Batista, tais como: "Ser Cruzeirense"; ter trazido para a Toca o trio HENRIQUE-FABRÍCIO-PARANÁ; "bater pesado" em jornalistas atleticanos... e principalmente, a grande sequência de resultados positivos sobre o Atlético, destacando duas vitórias, com o placar de 5 X O.

        Os outros 53% não perdoavam Adilson por ter deixado Verón, desfilar no Mineirão, sem marcação nenhuma; por promover o retorno do zagueiro Thiago Heleno, fora de forma depois de mais de um mês no estaleiro, justamente na última partida decisiva da Libertadores da América contra o Estudiantes e também por várias outras "pardalices", como exemplo, quando Adilson escalou a equipe reserva do Cruzeiro, contra o Ipatinga, nas semifinais do Mineiro 2010, sendo derrotado, com a consequente desclassificação.

         
       De fato, desde sua demissão, antes da Copa do Mundo 2010, o coro pró Adilson é forte. Até o técnico Cuca que o sucedeu, levando o Cruzeiro ao vice campeonato brasileiro, sofreu severas críticas e pressões, as quais culminaram com sua demissão.

         Joel Santana, sucessor de Cuca, foi o próximo "herege" jogado na fogueira pelo inquiridor ADILSON FAN CLUB. Com a demissão de Joel Santana, Perrella trouxe Wagner Mancini com a missão de evitar o rebaixamento à série B do Campenato Brasileiro, após o fracasso de Emerson Ávila.

       Hoje, ao ser desclassificado pelo América, no Mineiro/2012, uma nova esperança surge no coração da turma do "Adilson is God mais nóis num have"... querem colocar  Mancini ainda vivo arder na fogueira. Inicia-se assim o novo clamor por Adilson Batista.

      É a ADILSOMANIA!  Seu Fã Clube não aceita outro técnico que seja. Nem uma suposta contratação de Guardiola, ora desempregado, acalmaria os corações dos inquiridores. Na primeira derrota, ou empate, Guardiola seria chamado de burro, e ouviríamos o refrão: "Volta Adilson"

      Quando Mancini cair (é questão de tempo), antes mesmo de ser anunciando seu substituto, o futuro técnico, já pode contar com 47% de rejeição.

        Yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay!

      NEXT...

        

        

         

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A INCOERÊNCIA DO "CLASSICONÔMETRO"

                                                                     
          O jogo entre Cruzeiro e Atlético é um Clássico, ou há muito deixou de sê-lo?
          Quando Cruzeiro e Atlético se enfrentam, pode-se apontar algum favorito?
         
         Respondendo a primeira pergunta... depende, são três opiniões diferentes: a China Azul há muito não considera mais esse embate como Clássico, devido a facilidade e frequência com que o Cruzeiro, nos últimos anos, vem vencendo seu rival.
          Para os atleticanos, a resposta é positiva: Atlético e Cruzeiro fazem o maior clássico dos  mineiros.
          Para o Imprensa mineira, é o Clássico maior, talves até o jogo mais empolgante do Brasil.

         A resposta para a segunda pergunta não é menos controversa: Os cruzeirenses consideram a Raposa favorita, seja com qualquer escalação e em qualquer época. Por sua vez, os atleticanos consideram o seu Galo, também favorito, incondicionalmente.
          Já a Imprensa de Minas (maioria), antes da humilhante vitória por seis gols a um, imposta pelo Cruzeiro ao Atlético de Cuca e Kalil, em dezembro do ano passado, considerava,  o "Rapogalo", um jogo sem favoritos, onde a equipe que se mostrava inferior, crescia e quase sempre surpreendia, nivelando o confronto.

          Hoje, a grande maioria de cronistas, comentaristas, repórteres e afins, afirmam que no próximo Clássico, dia 08 de abril, poderemos constatar  o verdadeiro potencial das duas equipes, visto ambas terem enfrentado apenas equipes inexpressivas este ano. Com esse argumento eles nos apresentam um terceiro e novo questionamento: "o Clássico vai servir de parâmetro para saber qual equipe está melhor preparada para o Brasileirão 2012"?

          Notem a  incoerência desses profissionais da mídia. Como medir no "Classiconômetro"  qual equipe está melhor preparada, mais forte e competitiva, se eles mesmos afirmam que em Clássicos, os times se nivelam? Eles usam até a máxima: Clássico é Clássico, não tem favorito! Qualquer um dos times pode vencer, independente de estar mal ou estar "voando" em campo. Então seja qual for o resultado, não podemos tirar nenhuma conclusão sobre o verdadeiro potencial das duas equipes, ainda mais se o jogo terminar empatado.

          Nas rodadas anteriores, também disseram que os jogos da dupla "Rapogalo" contra o América seria um teste para saber o potencial das três equipes. Mas após as vitórias da dupla sobre o Coelho, colocaram o América em um nível inferior e resolveram transferir o "Classiconômetro", para a partida da dupla de maior torcida.

          O Clássico de Domingo não vai regular nada. Tanto Cruzeiro quanto Atlético têm condições de vencer o confronto, com equipe de Vespaziano levando vantagem por jogar com o apôio de sua torcida. Quem sair derrotado, não vai jogar três meses de trabalho fora, mandar todo mundo embora e contratar outros jogadores. Quem vencer a partida, pode colocar as barbas de molho que vem mais chumbo grosso nas finais do campeonato, e se rebolar, não vai ser campeão. Se o Juiz  cometer falhas capitais ( e os Juízes mineiros sempre as cometem,  ano após ano), vai interferir no resultado do jogo, consequentemente o teste fracassará. De um lado, haverá choro e revolta, já o vencedor será reverenciado. Injustamente o perdedor crucificado... e tudo permanecerá como antes.

           Cruzeiro, Atlético e América, vão ser testados mesmo, para o Brasileiro A e B, é na Copa do Brasil. O time que não conseguir chegar às quartas de finais, vai passar o certame nacional de calculadora na mão, fazendo conta para não ser rebaixado.

      Domingo, dia 8, o referido teste servirá mesmo é para a arbitragem, se o homem do apito, escolhido a dedo, comprometer o resultado do jogo, a Federação Mineira tem de fazer seu mea culpa, independente da vontade de A ou B e convocar juízes de outros estados para apitar as finais. Basta de tanta incompetência na arbitragem mineira!

           Como última observação, ainda bem que nós brasileiros, torcedores e torcedoras, somos todos técnicos de futebol por excelência, possuímos "olho clínico" para este esporte e não precisamos do "Classiconômetro" de certos comentarias da bola, nem de narradores tendenciosos, ou ex-juízes de futebol, comentando os erros do colega, profissional do apito. Nós torcedores, desde já antenados, ligamos nosso "COERENCIÔMETRO", para as coisas e os fatos do nosso indispensável e tão amado futebol. Não seremos iludidos facilmente.

          


quinta-feira, 1 de março de 2012

CRUZEIRO PODE COMPRAR GALO POR LEBRE

                                                                         
        * Clube Atlético Mineiro e BWA, estão contratados, para administrarem juntos a Arena Independência. O Atlético agora tem uma nova casa!
       
          * América, contrariado, diz ser o legítimo dono da Arena Independência.

          * Cruzeiro, aguarda, como sempre, "mafiosamente" em silêncio.

         * Ministério Público, Procuradoria do Estado, caça artigos com interpretação dúbia, no referido contrato: contratantes terão que refazê-lo.

         Amigos, o futebol mineiro, se transformou em um "balaio de gatos", ou melhor, um balaio de galo e coelho.

          Difícil não ser irônico... a Arena Independência pertence ao América, ao Atlético, ao Estado e à BWA, todos juntos e misturados. Agora, a BWA ainda oferece ao Cruzeiro, um pedacinho da referida Arena sob forma de um documento, nos mesmos moldes que o contrato firmado anteriormente com o Atlético, afinal, coração da mamãe gata, sempre cabe mais um, já tem lebre, galo... e agora, querem raposa.

             Ainda sob as asas da ironia, o Atlético, a BWA,  por própria conta e riscos, fizeram uma mudança na língua portuguesa, com o aval do Govêrno, tornando sinônimas as palavras ADMINISTRAÇÃO e EXPLORAÇÃO, como ficou evidente, no discurso das três entidades: Ao Atlético, caberá explorar (administrar) e ao América, caberá administrar (explorar) comercialmente a Arena Independência.

         Entendeu? Fácil, não?

        Voltando à (triste) realidade, o Presidente do Atlético, Kalil, traz um discurso pronto, na ponta da língua: "Vamos apenas "EXPLORAR" (administrar), comercialmente o Independência e os três grandes clubes de Minas, vão jogar e desfrutar do novo estádio". Kalil disse mais: "O Independência pertence ao América, mas é a casa do Atlético"

         Porém as atitudes do Senhor Kalil, são antagônicas ao seu discurso, na medida em que a diretoria atleticana  "visitou" o Independência em 27 de fevereiro, numa espécie de "tomada de posse" do outrora simpático estádio do Horto, e após pisar o gramado com o pé direito para trazer bons fluidos, Kalil detona dizendo que aumentará a capacidade do estádio, de 25 mil, para 32 mil pagantes e que o Atlético promoverá mudanças para tornar o estádio do Horto mais atrativo aos fãs: "Temos que aumentar a capacidade do estádio, fazer reformas e construir uma CASA mais bonita e segura para os NOSSOS torcedores ADMINISTRAREM, esse espaço, é uma experiência bem-sucedida e vamos aproveitar esse momento" (conforme publicado no caderno de esportes do jornal Estado de Minas, em sua edição de 28 de fevereiro).

             Com essa declaração, o Senhor Alexandre Kalil, chutou , o termo de Licitação para Administração da nova Arena Independência e a SECOPA (como que cobrando o primeiro penalti do novo Independência, onde o goleiro  era o Coelho, e na arquibancada, aplaudindo e festejando o gol, com a bandeira do Clube Atlético Mineiro, estavam a BWA, e o Estado).

         Acima está a prova cabal da mudança ortográfica do vernáculo, proposta por Kalil, e a BWA,  e aprovada pelo Estado. Dessa forma, ó povo das Minas Gerais, fica acordado que as palavras "explorar e administrar", são sinônimas.

            Está claro e cristalino, que se não conseguirem anular essa licitação, e consequente contrato BWA/Atlético, apesar do América, ter prioridades na administração e exploração comercial do Independência, na realidade, quem vai dar as cartas e a palavra final , será  o Clube Atlético Mineiro.

         Uma perguntinha tola: onde entra o administrador América Mineiro? O Coelho foi consultado sobre essa expansão das arquibancadas do Independência? Outra interrogação: o América é dono ou um simples inquilino do Atlético? Com a palavra, o Estado.
       
          Ao Cruzeiro , um conselho: Doutor Gilvan, ainda é cedo para se comprometer com a BWA. CUIDADO, você pode estar comprando "galo" por lebre, e terá de comer nas mãos do Presidente Kalil, e obrigado a realizar seus jogos no Independência, pagando valores exorbitantes à dupla Atlético/BWA. Não há pressa. O Cruzeiro já  usou o estádio em Sete Lagoas nos dois últimos anos. Jogar na Arena do Jacaré, por mais um tempo, não fará tanta diferença. A inauguração do Independência se dará no final de março, com o campeonato Mineiro já quase no fim, espere até maio, no início do Campeonato Brasileiro, para então, tomar sua decisão. Ademais, corre em juízo uma ação popular com pedido de anulação da Licitaçao para Administração do Independência. Muitos detalhes abstratos e não divulgados virão à baila. Cautela Cruzeiro.
     
           Eu, como cidadão e contribuínte, me senti um pouco aliviado, quando soube da Ação Popular, que corre na Justiça, com o pedido de anulação da Licitação para Administração da Arena do Horto, proposta por um senhor ético, de boa índole, e comprometido com a verdade.

           Resta esperar e torcer para que os julgadores dessa Ação, não promovam uma nova mudança na Língua Pátria, "sinonimizando" as palavras "CONSTITUCIONALIDADE" e "IMORALIDADE", pois seria a "sodomização" da CONSTITUIÇÃO e do POVO de Minas Gerais...

           Entendeu? Facil, não?

          .
      

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

REFLEXÃO: O FUTEBOL BBB

                                                                            
           O que está acontecendo neste exato momento, na sede do seu clube do coração? E no clube rival?

        É fácil descobrir, basta acessar um site de esportes ou rede social, pra você se inteirar, em tempo real, sobre contratações de jogadores ou de técnicos, contusões de atletas e os vários mandos e desmandos do futebol. É a WEB e seus tentáculos, interagindo clube e  torcedor, em um frenesi tecnológico típico de um REALITY SHOW.

          Mensagens instantâneas, downloads e outros mecanismos virtuais, postados diretamente de centros de treinamentos dos clubes,  podem interferir positiva ou negativamente, no futuro de uma entidade esportiva, quando usadas para além de simples informação,  provocando o torcedor virtual a expor sua opinião, muitas das vezes, contrárias a procedimentos dos diretores dos clubes, causando o caos entre clube e torcida..

          Explicando: A internet, nas suas redes sociais, quando usadas pelos internautas, ávidos por noticias esportivas, se transformou no reality show do futebol.  Um real "BBB de mão dupla", tanto pelo torcedor, quanto pelos cartolas. Estes, se inteiram on line, daí são influenciados pela opinião do apaixonado torcedor, opinião essa, quase sempre considerada fonte de estatística, dos movimentos e das vontades da torcida (Organizadas à parte).

        Contratações e demissões de técnicos, venda e compra de jogadores, dispensa de membros da diretoria e afins, têm sido influenciadas pelo "poder do mouse", com direito a "paredão". Em Minas, um exemplo recente foi a pressão da China Azul, via Twitter, pela demissão (acertada na minha opinião), de Dimas Fonseca, Diretor de Futebol do Cruzeiro. Hoje está acontecendo também. um enorme coro da torcida Azul, pelo afastamento do jogador Diego Renan, da lateral cruzeirense, bem como um enorme levante para a saída do técnico Wagner Mancine. Em verdade, metade da China Azul não aceita um novo técnico, seja qual for, só aceita a Adilson Batista, qualquer outro comandante que por aqui desembarque, já estará na berlinda, aguardando apenas o discurso final do Bial: ELIMINADO.

      Falando em técnico, ano passado Joel Santana foi demitido durante o Brasileirão, principalmente graças à pressão dos incautos internautas azuis, que pediram precipitadamente, sua cabeça em um monitor de prata. Na minha modesta opinião, esse foi um dos motivos pelo quase rebaixamento do Cruzeiro. O interessante, e até pode ser tema de estudo, é que a grande maioria de cruzeirenses que pediu virtualmente a degola de Joel, se manifestou também virtualmente, contra a diretoria, por tê-lo despedido quando o time da Toca estava na zona de rebaixamento. Vai entender...

           Pelo lado do Atlético, se dá a mesmo fenômeno: o mais recente "confessionário", foi a pressão do torcedor atleticano, via internet, cobrando ao Kalil e ao elenco preto e branco, uma explicação pela vexatória derrota de seu time no último jogo do Brasileiro 2011. O Presidente Kalil teve que se explicar uma, duas, vinte vezes, que na semana que antecedeu ao "Clássico do Milênio", houve um relaxamento natural de sua equipe, pela consequente comemoração à fuga do rebaixamento.

           Futebol é pura paixão, mas tem que haver bom senso, coerência e discernimento. Cuidado internautas torcedores. A voz do povo é a voz de Deus, porém, no mundo virtual da bola, existem pessoas mal intencionadas e tendenciosas que, como um vírus, ou spam, criam falsas vozes e falsos Deuses, e podem levar seu time amado para o abismo....

             Reflita!.

           "(...) Se você pudesse me dizer, se você soubesse o que fazer. O que você faria, aonde iria chegar? Se você soubesse quem você é, até onde vai a sua fé? O que você faria, pagaria pra ver? Se pudesse escolher entre o bem e o mal, ser ou não ser... Sim, querer é poder, ir até o final, se quiser vencer (...)"
 
             #FICADICA

        
           
        

domingo, 5 de fevereiro de 2012

2011: O ANO QUE NUNCA VAI ACABAR...

        
          
          Na primeira metade de 2011, defendi em meu blog o ex-presidente Zezé Perrella, focado nos títulos conseguidos em sua gestão, que antes de sua ascenção à presidência do Cruzeiro, eram muito raros. Terrível engano, o homem fez a China Azul passar os últimos meses nos píncaros de stress e pânico.
          Cruzeirense nenhum jamais esquecerá a semana anterior ao Clássico dos 6 X 1. Cada coração azul viveu, as peculiaridades de seu inferno astral particular, sentiu o peso do sorriso de escárnio nos lábios atleticanos.
           Passado o pesadelo, e ainda curtindo a bonança pós tormenta, da presumível segundona, relato "flashes" de memórias de alguns acontecimentos da semana pré-clássico, semana do quase "apocalípse celeste", ainda recocheteando na minha memória.

        Flash 1- Já no Sábado 26 de novembro, uma semana antes do "Clássico do Milênio", na festa de casamento do meu amigo Xandal, (atleticano, mas após o rebaixamento de seu time,em 2005, virou casaca para as cores do time de seu novo ídolo, o goleiro Rogério Ceni), no momento de intervalo da banda, ouço o grito de "galo", ao meio dos convivas. Um senhor quarentão, autor do grito, fazia gestos nervosos, teatrais, "porno-bizarros", expressando através deles, sua vontade e certeza, "mãe Dinalesca", que o Atlético mandaria o Cruzeiro para a segunda divisão do Brasileirão.

       Flash 2 -Segunda-feira, 28 de novembro. Jornalistas atleticanos, exaltados, (um jornal da capital promoveu, em seu caderno de esportes,  uma contagem regressiva para o "dia do juízo final celeste", eu abria o jornal e me deparava na primeira página, impresso, parecendo as letras do placar eletrônico do  Mineirão: "Faltam 2 dias"...). Camisas preto e brancas começaram a aparecer nas ruas, super-mercados, elevadores (imaginem, senhoras e senhores cruzeirenses, se o elevador trava... eu preso junto a uma camisa adversária, e claustrofóbico, ainda por cima...)

         Flash 3 - Quarta feira, 30/11, eu e o Fred Machado ouvíamos, à noite, um famoso programa esportivo diário, onde o apresentador de uma rádio também da capital, entrevistava 2 jogadores : Bernard e Felipe Soutto. Em tal entrevista, em tom fúnebre para os lados da Toca, os dois jogadores atleticanos, provocados pelo entrevistador, discorriam sobre o provável bicho que ganhariam para rebaixar o Cruzeiro, os dois jogadores tentavam fugir do assédio inquiridor do funcionário da rádio, que por sua vez, insistia em números. No calor da entrevista, era como se o destino Celeste estivesse nas mãos dos Deuses atleticanos, Kalil e seus jogadores, os préprios "Senhores dos Anéis", ( por citar tal filme, o atual time atleticano lembra muito os personagens Robbits, os "bolseiros", devido a baixa estatura: Danilinho, Guilherme, Escudeiro, Bernard, Mancine, Pierre e outros).
         Quando o referido programa terminou, eu disse ao Fred: "O Cruzeiro vai ganhar Domingo". Era mais uma dose do "doping psicológico" oferecido na bandeja de prata, aos jogadores cruzeirenses.

         Flash 4 - Sexta Feira, 01/12, logo cedo tive notícias que o amigo Fred Machado acordara de madrugada com dores no braço esquerdo, ele, em seguida, ao se encaminhar ao hospital mais próximo, foi diagnosticado com stress nervoso.
Mais a tarde, tive a infelicidade de me deparar com o tal torcedor do Atlético, aquele da festa de casamento lembram? Ele vestia uma camisa preto e branca, todo sorridente e pimpão, conversando com amigos e ainda gesticulando muito. Adivinhem qual era o tema da conversa? Pois é, camaradas cruzeirenses, parecia que o mundo era preto e branco.

         Flash 5 - Sábado, 03/12, leio no mesmo jornal do mencionado "placar eletrônico", na coluna de um colunista apaixonado pelo Atlético, onde a preocupação primeira do referido colunista, era tentar "pisar" nos cruzeirenses e na entidade Cruzeiro, em segundo plano,  falar de futebol e de seu clube. Ao final de seu texto ufanista, ele descrevia, ou tentava descrever, como seria a decretação do rebaixamento Azul, e por hipótese, narrava detalhes, sonhando com  um  gol de  Diego Tardelli, se esse ainda jogasse pelo seu clube mineiro.
       
         Flash 6 - Domingo 04/12, abro o jornal e lá estava as mesmas letras berrantes do placar eletrônico jornalístico: É HOJE: O CLÁSSICO DO MILÊNIO! Apesar da confiança da vitória e da permanência na primeira divisão, o coração estava disparado, a mil. Me restava apenas um mísero comprimido de calmante, pois esgotei a caixa durante as duas últimas semanas, assim, eu tinha de administrar o horário em que iria tomá-lo.
        Saí de casa, pela manhã, e encontrei-me, por acaso, com o Kacau, cruzeirense arretado, ele estava na outra calçada e gritou em direção a mim, com a mão direita, batendo no lado esquerdo do peito, e puxando a camisa: "EU não vou aguentar o rebaixamento, não vou...". Continuei minha caminhada e ao dobrar a esquina me deparo com buzinaço atleticano. Dei meia volta e fui direto pegar a caixa do remedinho milagroso... só restava rezar e esperar. Cheguei a pensar uma promessa: a de nuca mais zoar amigos atleticanos, mas desisti, na impossibilidade fatal de não conseguir cumpri-la.
        O resultado, todos sabemos: alívio, alegria no universo azul e a merecida comemoração. 
   
          Ao dito jornal, com sua contagem regressiva, e ao referido colunista atleticano, um recado: "O Cruzeiro jamais  perderia o "Clássico do Milênio", nunca... mesmo se Atlético tivesse entrado em campo com a camisa do Borússia, com Diego Tardelli, o Verón, o Riquelme, ou até mesmo, correndo pela ponta esquerda, com a bandeira preto e branca na mão, aquele inocente queniano que ganhou a São Silvestre, anos atrás."

        Ufa!!

    Doutor Gilvan, livrai-nos da possibilidade de uma nova contagem regressiva!
         




          
          

terça-feira, 19 de julho de 2011

DAI A MURICY O QUE É DE MURICY

                                                                                   
         Após a desclassificação da seleção brasileira (grafada aqui  com letras minúsculas por motivos óbvios), na Copa América, versão 2011, me vieram fleches de memória da Copa do Mundo de 2006, quando o técnico era Carlos Alberto Parreira. Fleches também da "era Dunga", da Copa do Mundo 2010, em uma retrospectiva feliniana.
          Cinco anos se passaram da fatídica derrota da Seleção Canarinho para a França, na Copa de 2006, com direito a chapelzinho do Zidane em nosso maior e fenomenal jogador. Zidane desclassificou a equipe brasileira, mas prestou um grande favor à nação brasileira: Zidane mostrou-nos como a camisa amarela pode ser usada para fins individuais, pessoais e promocionais, e até a que ponto o clamor das vaidades grita mais alto no peito, que o sentimento de patriotismo. O amor pelas coisas do Brasil se foi com Airton Sena.
           Após o vexame de Parreira, o outrora execrado ex-jogador Dunga,  o anti-herói, símbolo do jogador brucutu e proclamado o grande culpado pela desclassificação do Brasil na Copa de 1998, fora contratado como o salvador do futebol da Seleção, o homem certo para resgatar o espírito de competitividade e amor às cores da Bandeira Brasileira.
          Dunga cumpriu com louvor sua obrigação. O torcedor brasileiro viu o escrete nacional jogar com amor e dedicação. Ganhou títulos importantes, resgatou o respeito de bandeiras adversárias, pela nossa VERDE AMARELA CAMISA.
          Dunga provocou a fúria da grande maioria dos torcedores brasileiros e da imprensa esportiva nacional, por não convocar a Neymar e a Ganso. Ele considerava a dupla ainda "verde" para vestir a amarelinha. Queria manter o bom ambiente, o grupo homogêneo, e pela coerência, optou em não convocar os dois.  Vendo o desempenho da dupla na copa América. parece que Dunga tinha razão.
         No Brasil, existe um manual paralelo das leis que regem o futebol e que em outros países não existe, é o padrão global de arbitragem que influencia os árbitros, temerosos em contrariar comentaristas televisivos. Neymar e Ganso, por exemplo, foram mal acostumados pelos árbitros nacionais, teleguiados, como personagens de filmes de sessão da tarde, onde eles são os mocinhos e o resto, os bandidos. Quando Neymar, Ganso ou outras figurinhas preferidas caem, o apito ruge: falta nos mocinhos. Árbitros de outros países não conhecem este manual, então o "cai cai" dos brasileiros são interpretados de outra forma. Fora das fronteiras brasileiras são todos iguais, não existem "mocinhos".
         Antes da efetivação de Mano Meneses como técnico da equipe brasileira, Muricy Ramalho foi sondado e disse NÃO a Ricardo Teixeira. Este, avaliando mal o trabalho e o desempenho de Mano como técnico do Corinthians, o efetivou como substituto de Dunga.
          Como técnico do Corinthias Mano obteve excelentes resultados. Não poderia ser diferente, os árbitros não marcavam impedimento do ataque alvi-negro paulista, nem penaltis contra. Bastava os atacantes corintianos caírem na área adversária, para os árbitros assinalarem os penaltis, e os bandeirinhas, por sua vez,  não levantavam o braço nos impedimentos do ataque coringão. Os resultados mascarados  alcançados por Mano Meneses à frente do Corínthians o projetaram para a seleção. Mano,  técnico de tão pobre currículo.
         Insistir em Mano Meneses como técnico da seleção brasileira é persistir no erro. Mano consegue ser pior do que Carlos A. Parreira. Hoje o futebol da  equipe brasileira involuiu, lembra muito 2006. O que se viu de bom, na filosofia de raça e amor à camisa, ( a seleção de Dunga não apresentava esquema tático), imposta por Dunga, não existe mais.
          Muricy Ramalho é a pessoa mais capacitada no momento para dirigir o escrete nacional. Muricy tem "olho clínico" para o futebol, tem todos os requisitos e mais os chavões globais: sabe como ninguém a linguagem boleira, sabe mudar o esquema de jogo conforme a situação e o plantel que tem. Inteligente, se impõe quando necessário, não abre mão da raça, do comprometimento dos jogadores e de um esquema tático definido, .
         Então ao Muricy o que lhe é de direito. O brasileiro não aguenta mais cadeiras cativas na seleção: Júlio César, Robinho, Lúcio, Elano, Fred...
          Muricy Ramalho e seu invejável currículo seria mais uma aposta... mas certamente veríamos técnica, raça, e patriotismo honrando nossa tão amada  SELEÇÃO BRASILEIRA.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

COMO UMA ONDA (AZUL) NO MAR

         
          Acontecimentos de um passado recente se repetem hoje no Cruzeiro, e como ondas do mar, parecem que vão se perpetuar, se não forem tomadas medidas urgentes da diretoria.
          Lembro-me que ano passado, pela 6ª rodada do Brasileirão, antes da paralização para realização da Copa do Mundo, o último jogo do técnico Adilson Batista no comando estrelado, foi o empate em 0 X 0 contra o Santos do técnico Dorival Júnior, no Mineirão.O Cruzeiro escalado com Fábio; Jhonatan; Gil; Thiago Heleno e Diego Renan (Sebá); Marquinhos Paraná; Fabrício; Henrique e Elicarlos( P. Ken); Thiago Ribeiro e Eliandro (Roger). O Santos escalado com Ganso e Neymar.
          Na rodada anterior, a 5ª, O Ceará venceu o Cruzeiro em Fortaleza por 1 X 0. O Time da Toca escalado assim por Adilson Batista: Fabio; Jonathan; Leo Silva e Gil e Fernandinho; Fabinho (P.Ken), Marquinhos Paraná (W. Paulista); Henrique e Roger (Elicarlos); Kleber e Thiago Ribeiro. Na 7ª rodada, antes da referida paralização, o Cruzeiro foi dirigido por Emerson Ávila, na derrota para o Atlético-GO por 2 X 1 em Goiás.
          Na época, ficou nítida a falta de empolgação do grupo de jogadores cruzeirenses nessas partidas que decidiram a saída de Adilson Batista do comando da equipe da Toca. Grupo dividido, alguns jogadores pró Adilson, outros contra. Imperou a vontade da maioria e a diretoria "entendeu" que o melhor mesmo era contratar novo técnico.
          A história se repete, há jogadores no elenco celeste querendo ver o Cuca pelas costas. O motivo, desconhecemos, acredito que dentro do próprio grupo a maioria desconheça. Parece que os jogadores mais experientes e "velhos de casa", se acham no direito de escolher com quem querem trabalhar.
         O cabeça de área Fabrício, em uma atitude intempestiva (ou consciente), escolheu um momento melindroso para vir a público reclamar do técnico, reivindicando escalação e colocando em cheque o bom ambiente de trabalho na Toca II, sugerindo "algo errado" no dia a dia da Raposa.
         Em março foi Roger quem reclamou titularidade, sendo contestado por Gilberto e Cuca.
         Zezé Perrella deveria ter cortado o mau pela raiz. Ao primeiro "levante" dos uniformizados azuis  deveria ter cortado cabeças: não somente a do técnico, mas também de jogadores insatisfeitos, afinal, uma maçã podre, contamina as outras... 
         Hoje estão "fritando" técnico novamente. Caso consigam, certamente dentro em breve será a vez do futuro substituto de Cuca ir para a frigideira.
         Os grandes prejudicados com isso é o torcedor e o clube, que perde "poder de patrocínio", as rendas caem quando o time não vence e não aspira ao título ou vaga na Libertadores da América (quando não cai para a segunda divisão). Ao jogador não acontece nada. Salários em dia e fama. Alguns até são ídolos com a bola nos pés, mas "grossos" no quesito "profissionalismo". Amor ao clube não é apenas se doar em campo, é não tumultuar. Está insatisfeito? Pegue o boné e tchau. A entidade Cruzeiro é imortal e ninguém é insubstituível. As vitórias têm que prevalecer sempre independente da motivação dos jogadores, são pagos e muito bem, para jogar e ganhar, independente de quem trabalha ao seu lado, de quem é seu superior. Grupo unido e grupo "família"? Balela, na falta destes predicados também se faz um campeão se os jogadores possuírem sangue nas veias e PROFISSIONALISMO. Esses chavões são desculpas de perdedor, expressões criadas pelo Galvão Bueno para justificar derrotas da Seleção Brasileira.
         Jogadores são como ondas, eles vêm e se vão. O Clube fica... e nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia...
   
        

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O QUE É ISSO COMPANHEIRO?

        

          Após ser derrotado pelo Atlético no primeiro jogo da decisão do Mineiro/2011, se instalou um movimento inquisitório de caça a "las brujas", pela grande maioria da China Azul, e da "la prensa" mineira.
          Rádios, TVs, jornalistas, blogueiros, tuiteiro, corneteiros, justiceiros, Durango Kid, Batman ( o Robin, me parece ser atleticano), quem vai atrás do trio elétrico e até quem já morreu, começaram a "sentar a pua" no técnico Cuca, no elenco azul e até no Zezé Perrella.
          Indignado, eu refletia... o que é isso companheiro... você sabe que existe...
       Blogueiros, tuiteiros, capitães, piratas, marujos, navegantes errantes e turistas da Net, anunciavam o holocausto azul.
          Jornalista apontando o meio de campo cruzeirense e seu técnico de "perdedores".
          Indignado, eu refletia: mas companheiro...o que é isso? Você sabe que existe...
      Muro da toca pichado por vândalos, banners em preto e branco anunciando a salvação do mundo: "Parabéns Atlético, Campeão Mineiro 2011"
          E dá-lhe falação... até os fãs do inventor, ressuscitaram o Adilson Batista Futebol Clube.
          A imprensa falando em desmanche da equipe estrelada, demissão do Cuca, do roupeiro e dos serviçais da Toca da Raposa, até do Raposão.
          Mas o que é isso companheiro... existe... existe...
          Ontem, o último jogo da "melhor de dois".
        Imprensa empolgada com a conquista da inversão da vantagem de jogar pelo empate, em favor do Atlético Mineiro. Mas que inversão de vantagem é essa, pensava eu, se o Cruzeiro joga sempre com a vantagem de dois resultados iguais?
          Final de jogo, coloquem as faixas, os banner azuis aêê, uai, e divulguem... e comemorem... CRUZEIRO CAMPEÃO MINEIRO 2011...  
         O que é isso companheiro... eu sempre confiei... acreditei...eu sempre soube que existe... existe... existe um grande clube na cidade, que mora dentro do meu coração... e eu fico cheio de vaidade pois na realidade é um GRANDE CAMPEÃO...

* Foto cedida por Fred Machado